CONJUGAÇÃO

PASTEL e GRAFITE SOBRE PAPEL 110 g. - 21,0/29,7 cm

2007, NOV 

Perspectiva geométrica de um caminho para a conjugação da existência entre seres racionais.

A procura de um percurso comum num trajeto em construção; uma orientação possível na procura de um acordo. A irregularidade, a introdução de hesitações, desvios, insistências e, entre umas e outras, a construção duma tensão que não se resolve — mantém-se.

A ideia do encontro não é fusão nem equilíbrio, mas coexistência que se espera prolongada. Avançar em conjunto sem coincidir plenamente.

A simetria é rara e a assimetria não é falha; ambas caracterizam um caminho que não conduz a um fim visível; alarga-se, prolonga-se, perde definição. Talvez seja aí que reside o seu sentido: a tentativa reiterada de organizar um espaço comum sem o fechar, de sustentar a relação sem a fixar.

A conjugação é um exercício em curso — atento, frágil, e ainda assim, necessário; é um exercício de aproximação contínua, onde a forma se ajusta ao tempo e à experiência.

Rui - Novembro de 2007